tudo o que falo
ninguém entende
então escrevo
comunico com o dedo
e entendem me as folhas
o papel que fizeram as árvores
a natureza também me entende
só consigo paz interior
ao pé de um rio
só quando oiço um pássaro
sorrio
este mundo bárbaro
não traz nada
que eu possa compreender
e como pode o mundo me entender
se não entendo ele
viajo no meu pensamento
faço da vida um tormento
e só quando paro
quando aprecio a pura beleza
da minha mãe natureza
ai é que me deparo
comigo mesma
acendo um cigarro
e contemplo a vida
que se torna assim compreendida
por ela
a natureza
que acompanha o que escrevo
acompanha a mim
aprecio um trevo
porque eu sou assim
vivo da sorte
e do ruim
que a natureza
da escrita me dá
nada de pensar
só apreciar
e cagar no mundo
esse buraco sem fundo
onde me estou a atrapalhar
muito sinceramente
já não sou crente
cada passo cada dia
é uma etapa
porque não acredito k dure muito mais
15:29
5 Fevereiro 2009
deveria estar em outro blog separado pk nao sinto k seja o mesmo pedaço de mim a escrever isto, axo k o outro pedaço fugiu
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