terça-feira, 17 de junho de 2008

almofada amiga da minha poesia

nao me apetece dormir

só me apetece escrever

tenho tanto para dizr

tudo o que penso

se transforma em palavras

tudo o que escrevo vem das almofadas

onde encosto minha cabeça

a pensar em tudo

para que ali permaneça

toda a minha vida

num amigo mudo

que guarda infinitamente

as loucuras do meu ser

só nao consegue guardar aquilo que estou a escrever

não faz mal

só escrevo o que quero

e o principal

não é se escrevo

mas se sinto

importa que penso

e existo

procuro imenso

as palavras certas

mas não adianta

ou escrevo o que o coração pede

ou não sei nada

porque a poesia não mede

a minha alvorada

só transmite

nem metade do

que sabe a minha almofada

13.05.2008

madrugada

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