que procuro eu?
se a felicidade não existe,
se tudo parece tão escuro
até as pedras choram,
tudo foge!
mas nada escapa
aos fortes ventos
que percorrem o mundo
de um lado para o outro
como um triste vagabundo
à procura como eu
de um poder
que não é o seu
mas que se vê lá no fundo
a sorrir;
a dizer que está tudo bem!
julgando-se o mestre
do aqui e do além.
está lá atrás
e ás vezes diz:
«procura a paz,
não faças o que eu fiz!»
e o poder continua a dizer
aquilo que faço e não devo fazer,
aquilo que digo e não devo dizer,
a vida que tenho e não queria ter.
o poder correu,
conseguiu que ouvisse o clamor
e começou a gritar:
«tu podes ser melhor!»
mas eu não quis ouvir,
pensei que estava a alucinar.
e em vez de sorrir,
continuei a matar
aquilo que
nem sabia que existia
pensava que era mentira
o que o poder me dizia:
«anda para a frente,
não olhes para trás.»
e eu andei para trás,
sem olhar para a frente.
quando cheguei ao início
já não havia nada,
apenas eu
sozinha e desesperada.
então descobri
que não era alucinação,
o poder era a minha voz,

a pedir reconciliação
e eu recusei
a minha vida, o meu poder
e só agora sei
o que tinha de fazer!
tinha que Amar,
dançar e cantar,
sentir e viver
aquilo que não fiz
e por isso estou a perder...
foi escrito em 2005, define muito a minha forma de estar e ser
perante os outros, sou sempre triste, pois sinto sempre k estou a perder...
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